O PROJETO ALVOLER

O ALVOLER – Alfabetização Voluntária Ler para Crer – é um Projeto de educação informal, que tem como objetivo principal levar ALFABETIZAÇÃO e LETRAMENTO a adultos analfabetos no Estado de Santa Catarina.

ALVOLER , através da Metodologia de Frank Charles Laubach, descortina um horizonte de esperança para pessoas que não tiveram o privilégio de serem alfabetizadas em idade apropriada.

É através do Voluntariado que efetivamente o Projeto acontece.
Voluntários que desejam alfabetizar participam de uma Capacitação onde recebem orientações que os preparam para alfabetizar adultos com mais de 15 anos.

Além de Suporte Administrativo e Pedagógico, oferecemos GRATUITAMENTE Material Didático específico para Voluntários e Alunos.

O ALVOLER é uma iniciativa da IEADJO - Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Joinville.



BREVE HISTÓRICO ALVOLER

  • Em 1975, o então seminarista Leandro Ferreira conhece o método através do DEMIDAL (Departamento Missionário de Alfabetização), no IBAD (Instituto bíblico das Assembleias de Deus) em Pindamonhangaba, SP.
  • Em 1996 Pr. Leandro Ferreira, apoiado pelo então Pr. Presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Sr. José João Vieira, trouxe de Porto Alegre-RS para Joinville-SC, a Alfalit Brasil iniciando o Projeto de Alfabetização de Adultos com a metodologia de Frank Charles Lauback.
  • Em 1998, diante da grande procura de adultos recém-alfabetizados interessados em iniciar a escolarização, a Secretaria de Educação de Joinville, absorve o Projeto criando o Mutirão da Alfabetização com o patrocínio da Empresa TUPY S.A., numa parceria Tupy, Prefeitura de Joinville e Alfalit Brasil.
  • Em 2008 a Empresa TUPY assume completamente o Mutirão da Alfabetização, devido a Secretaria de Educação ter se retirado do mesmo.
  • Em 2011 a Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Joinville, na pessoa do atual Presidente Pr. Sérgio Melfior, decide ampliar os horizontes criando o Projeto ALVOLER- Alfabetização Voluntária Ler para Crer, a fim de oferecer às demais cidades do Estado de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná, os benefícios que disponibilizou para Joinville e que tornou-a uma das cidades brasileiras com o menor índice de Analfabetismo.
  • Em Julho de 2012 a Empresa TUPY encerrou sua responsabilidade com o Mutirão da Alfabetização em Joinville, deixando-a também sob responsabilidade do ALVOLER.
  • Em maio de 2014, a Prefeitura de Joinville faz parceria com o ALVOLER, colocando uma Professora da Rede Municipal de Ensino à disposição como Supervisora Pedagógica.

O MÉTODO

Laubach adaptou um antigo método norte-americano de alfabetização, associando figuras conhecidas às palavras e sua forma de escrita fazendo a relação entre elas e objetos do dia-a-dia do alfabetizando passando então a juntar, com autonomia, letras e sílabas para formar palavras e textos.
A metodologia de Frank Charles Laubach apresenta os seguintes princípios:
  • Todos são capazes de aprender, basta-lhes oportunidade e incentivo;
  • A educação de jovens e adultos é construída a partir de conhecimentos já existentes e cabe ao alfabetizador ajudá-los a construir novos conhecimentos a partir destes;
  • O aluno se interessa por assuntos que façam parte de seu cotidiano, assim ele poderá estabelecer pontos entre o conhecido e o novo;
  • O aluno deve ser motivado sempre, mesmo que erre, e as correções devem ser feitas de forma a motivá-lo a novas tentativas;
  • Elogios, palavras de ânimo e conscientização são pontos relevantes de sua proposta;
  • Alfabetizador e aluno mantêm, antes de tudo, uma relação de amizade, na qual a confiança e o preparo fazem a grande diferença;
  • Propor um caminho para a escrita e leitura sem grandes dificuldades e abstrações, fazendo com que o aluno sinta-se capaz, já que conseguirá ler palavras e até um pequeno texto na primeira aula;
  • Materiais de apoio devem ser feitos. Porém cabe a cada alfabetizador adaptá-los quando necessário;
  • Processo de construção e compreensão referente à linguagem escrita veiculando significado e representação do objeto, acompanhado pelo domínio dos mecanismos do ler e escrever, isto é, primeiramente o significado para depois mecanizá-los;
  • Condições de reconhecer o caminho mais lógico da leitura, para, a partir deste estágio, elaborar outros caminhos. Partindo do conhecido para o desconhecido, do geral para o particular;
  • Cada aluno tem direito a ter seu próprio ritmo de aprendizagem; ter alunos em diferentes estágios é um ganho e não um problema;
  • Cada alfabetizador deve se esforçar para oferecer o melhor, porém, não havendo instalações disponíveis, pode-se alfabetizar em qualquer lugar ou circunstância;
  • Não importa a idade, todos podem aprender.

FRANK CHARLES LAUBACH (1884 - 1970)

FRANK CHARLES LAUBACH
Autor do Método utilizado pelo ALVOLER - Alfabetização Voluntária Ler para Crer, Frank Charles Laubach nasceu na cidade de Benton, Pensylvânia - EUA, doutor em Socilologia e Psicologia pelas Universidade de Princeton e Universidade de Columbia, respectivamente. Sua proposta metodológica começou a ser elaborada em 1915 na Ilha de Mindanao, Filipinas, para atender uma comunidade que não possuía sequer um alfabeto escrito em seu dialeto, o que se tornou um duplo desafio para ele. Laubach criou 17 alfabetos e um método associando figuras conhecidas às palavras e sua forma de escrita. Assim, Laubach alfabetizou 60% da população nas Filipinas; fato que impressionou governos, igrejas, organizações, estudiosos e instituições educacionais como a Universidade de Beirute, que patrocinou parte de suas viagens em campanhas de alfabetização pelo mundo inteiro.
Em 1943, a convite do Professor Lourenço Filho (diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (1938-46), esteve no Brasil e sua proposta foi utilizada para a I Campanha de Educação de Adultos do Brasil.

"O analfabeto não deixa de ser uma pessoa instruída pelo fato de não saber ler e escrever. Ele é uma pessoa isolada do conhecimento formal. Promover a alfabetização é mudar a consciência desta pessoa, reintegrando-a ao meio em que vive e colocando-a no mesmo plano de reconhecimento de direitos humanos fundamentais."

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